Edson Milton Ribeiro Paes.
"Eterno Aprendiz"
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‘’LIBERDADE, A PRISÃO DA IDADE’’

 
Idiota morre atropelado aos quinze anos. Para se ostentar cabelos brancos ou mesmo uma calvície acentuada no mínimo trouxa não é.
Aos sessenta anos estamos livres para pensar e decidir, mas ai vem outros grilhões. Doenças da idade, as decepções que pesam sobre os ombros dos idosos é algo incomparável. Sentimo-nos presos pela indefinição da vida dos nossos. Por mais bem sucedido que sejam os nossos descendentes existe um clima de fragilidade em tudo que vem do Governo para o cidadão desta Nação. Vivemos em um eterna corda bamba que só sobrevive alguns poucos espertos. Enquanto vivos somos reféns de nossos medos ocasionados por um Estado castrador e estelionatário.
Eu como fiz a minha existência inteira me contrapus ao sistema e pago caro por isso. Não faço parte do clube do bolinha, embora tenha sido seriamente conduzido a isso por algumas dezenas de vezes e resisti a todas elas. Não sou membro de nenhuma agremiação de supostos sangues azuis mas que por debaixo de suas camisas engomadas a sujeira corre solta. Sou um reacionário no sentido literal e esclarecedor da palavra.
Onde a independência do ser humano que deveria ser a carta magma de sua conduta e escrita por sociedades doentes pelo poder sem aceitar o próximo como irmão e sim como adversário cruel que deve ser eliminado.
Não compactuo com sucessos a qualquer preço, Com resultados comprados e nem com condutas incompatíveis. Mas sem duvidas a sociedade que agoniza a beira dos 40 anos de idade não tem discernimento para entender que sobreviverá e terá que enfrentar o inverno da terceira idade. Não podemos sentenciar aqueles que prepararam o terreno para que os jovens viessem com suas maquinas inexoráveis de extermínio da terceira idade. Seria um paradoxo mas não o é. Apenas e tão somente a ignorância daqueles que receberam muito mais do que precisavam receber. A liberdade que nós novos idosos conquistamos acabou por nos sentenciar a um resto de vida de decepções. Nós não fomos competentes o suficiente para criar uma copia nossa. Quisemos de qualquer maneira transgredir as leis e colocamos no mundo uma geração de dependentes autoritários que nos olham com desprezo pois se julgam superiores sem nunca o terem sido. É claro que existem exceções, felizmente. Mas a regra é espantosa.
Vejo jovens carregados de empáfia, prepotência e de um orgulho surreal, sem justificativas. Dão declarações se sentindo expertises em áreas nunca dantes visitadas. Realizam feitos astronômicos no virtual e no real não fazem um ovo frito. Somos responsáveis por esta geração de Doutores sem méritos. Eu enquanto filho, pai ,avo, sogro e tio, me esgueiro através da apreciação daqueles que me depreciam sem nunca ter feito um decimo daquilo que fiz em suas respectivas idades. Mas eu creio  em evolução embora testemunhe uma grande involução humana. Eu observo o dia em que a mudança se fará notada e aqueles que amo indistintamente possam enxergar não a mim, e sim as suas dotações contextuais neste plano vivencial. Torço pela molecada pois eles não tem culpa da nossa superproteção. Além de torcer eu também me desculpo por ter suprido parte dos aprendizados que precisavam ter feito calo nas mãos para acessar. No mais este é o mal do terceiro milênio. Nós enquanto sexagenários construímos um mundo. E na hora de que necessitávamos que nossos subsequentes apenas não o estragassem tudo começou a ruir.
Há de se chegar a era de um amplo entendimento e tudo isso será resolvido, eu creio...
 

 
EDSON MILTON RIBEIRO PAES
Enviado por EDSON MILTON RIBEIRO PAES em 02/10/2018
Alterado em 02/10/2018
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